terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Eu passarinho

Sou como o pássaro triste,
Que vive por pena de morte;
A ti, a liberdade míngua a sorte.
A mim, - a sentença me desiste.

Não sou enquanto falo:
se mendigo o pão que peço,
a fim de viver, me despeço.
Dessa opaca ilusão, me apago.

Não sei se sou porque existo
ou se apenas finjo ser,
porque tive a razão de crê.
Sou pela vez que insisto.

Mas sou eu passarinho,
De hora em hora, canto
De instante, o meu pranto
alto sobe e me bebe sozinho....


03 de outubro de 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário