domingo, 30 de janeiro de 2011

Memórias avulsas...

Ouvir o triste canto da seriema
Nos arredores, e as gaivotas
Exibindo suas últimas notas,
Eram folhas solta da arena...

A máscara da cruel pantera,
No furor, a gargalhar o espaço,
O pulmão avulso, e o bafo
Sem concerto, fez-se esfera!

Ó abismo de lástima e mistério!
Vós, no silêncio das horas,
Tens a ternura que a devoras,
Toda a pátria de pavor e tédio!

No brilho solitário da lua alta,
Deliram as vestes de meu avô;
Gritam a honra e o teu valor
Sobre a terra, e no céu salta

Feito raio que funde a memória,
Da tua numerosa semelhança;
Ó deleitada e sentida esperança,
Descansa em paz, a tua história!...

Cauteloso és o rio que passa
E leva a Infinda mágoa contigo.
És o único leito a partir florido
E nunca mais voltar a fonte gasta!

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