quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Silêncio!...

Pestanas vibram a escuridão.
Raios vazam do que não se ver.
As lágrimas escorrem lentas,
Feito asas de borboletas,
Pedaços de satélites,
Curvando o universo,

Silêncio!...

O reflexo das estrelas,
No cruzeiro universal
Ergue-se a bandeira da paz
Em meio à cosmogonia avulsa,
Máquinas jorram o vapor tóxico,
E os morcegos sugam sangue
Do animal que dorme,

Silêncio!...

Ergue-se o vento da sujeira,
Voam notas de ternuras
Entre corações amargos,
E sentimentos incorrigíveis,
E se vão seminuas
a fil de cabelo
a gritarem,
a gemerem,

Silêncio!...

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