segunda-feira, 21 de março de 2011

O amor do mundo novo

O amor que impera o novo mundo,
é coberto de farsas iludidas;
Flertam-se ao consolo profundo,
O desejo enforca-as padescidas.

É que em todo gão de prudência,
mais vale a sobra por contraste;
Ou se rende a alma de decência
Ou se perde a carne quando amaste?

A face bafeja a vulúpia da desgraça,
Os olhos desbotam as fibras do caminho,
A liberdade comrrope-os por graça,
E ainda o amor, permanece sozinho?...

Trocam-se a fama pelo desperdício,
a honra por qualquer moeda colorida;
A fé, pelo temor da avareza e do delírio,
E rompe-se o barco, a triste partida!...

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