O sonho da noite alta
(Ao meu amor Adriana A. Pereira)
Cansara a vigília de sobrolho carregado,
emudecera a ventura onírica
entre a luz negra deste corpo doentio.
Padeceram aos céus,
as estrelas luzidias
e em meio à face,
como se dum anjo divinal,
Um casal de pombas alvas,
Voou das mãos trêmulas e inseguras;
Os astros pairaram ante o universo em chamas.
Minha alma, lentamente caminhava
e a trote largo,
os humildes querubins
assentaram-se a beira da cama frágil;
Vossos braços santos e benditos,
supriram o peso da cólera.
Fecharam-se as chagas que haviam causado aflição.
Outro anjo,
comovido de me ver fatigado,
pôs-se a mão ao pescoço
e caminhou a sombra de todos os meus paços!...
O meu sonho se realizou!
Pombal, 06 de março de 2011.
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