Assim são para um mundo sã
Um sopro não sai a vulso,
nem a força implora o pulmão cheio,
os olhos de medo medram o universo alheio,
por pena,
cordas de sangue
arrancam-lhe da aurora,
o porvir da ventura vertente...
Ninguém ousa saber o quanto dói,
ninguém busca palavras que voam segundo
a segundo,
e se mistura a confluência da razão inoportuna.
Os gestos se perdem atoa
como atoa
não gira o vosso mundo,
são pedras coloridas em meio as encardidas,
são jóias ao um solo mudo,
porque são as crianças para o mundo,
a versão desconhecida
de um amor impuro
aos trópicos do poder
das armas ingratas dos adultos.
Quem o dera
fosse
esta voz ouvida
as frestas destes corações pequenos?...
porque não são maiores do que se veem,
nem tão desgarradas criaturas,
que as faces não cubram
a ira dos homens miúdos de hoje.
11/04/2011.
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