quinta-feira, 21 de março de 2013

Soneto da alvorada


A Veiga balança a galha torta
Onde a brisa boceja o vapor puro,
O pássaro bica o fruto maduro
Que o caroço apartou-se da crosta

O vento concho esfria a encosta,
E o bulício, vingando o véu agudo,
Traz a existência, um alvor veludo
Implorando a vicissitude deposta!

O botão em flor foi-se volvendo,
Enchendo a floresta de ramaria,
Mil sonhos acordando a sinfonia;

Do riacho, a carência em demasia,
Da margem, o filme divino da poesia,
E toda alma aflita, se estendendo!...


Pombal, 22/11/11

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