sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Morte da pombinha branca.

Antes, bem unidas,
Tinham as penas próprias
E a divindade do matrimônio,
Sobre a intimidade matinal.

Sempre em vossos agasalhos,
Ao topo duma aroeira morta,
Disfarçavam o cansaço;
De eternas
Desventuras!

Depois,
Ao chão quieto,
Piava a triste cena:
E a sós,
Dos confins,
Apenas,
Uma pena,
Branca
Sobrevoava

as folhas
secas...


24 de abril de 2010.

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