quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu sempre namorei o dorso de Tereza
Mil vezes ensaiei tirar-lhe a roupa,
Mil vezes desisti.

Eu sempre quis olhar Tereza
Nua pelo olho da fechadura

A intimidade de Tereza sempre
Esvoaçou o vinco de meu lençol.
Rodopiou minha imaginação,
Deu volume ao meu corpo.

Entre eu e ela sempre se atreveu um empecimento:
Um ziper, uma calcinha, um bico de seio
Um joelho desnudo, uma boca vermelha
Ou uma língua quente.

No quarto de Tereza se esconde o mundo.
Montes, vales, trilhas, veredas, vulcões.
Geografias sensuais.

Lá dentro deve medir a temperatura
De suas pernas cuidadosamente mal fechadas
E o compasso atrevido de seus quadris.

Um quarto de mulher é sempre um universo
A ser cuidadosamente explorado, com tal
Cuidado e zelo que a tudo se aperceba.

Deve ter um ar de fragilidade,
Um alerta de pecado
E uma cama desfeita, onde, de certo,
Posso ajuntar todos os meus desejos
Espalhados em teu corpo!


Teófilo Félix de França júnior.

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