segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Operários da noite

Há tanta gente anoitecendo
tanto tempo se perdendo.
tanta máquina rugindo,
e pouco fardo embrulhado.

Contam gírias
movem-se vilas
e sobrados abissais,
Há fibras caóticas
sobre os espelhos mágicos.
Rolam-se gargantas sugadas,
murmura mundos a capricho
embalam
o pão de cada dia
amontoam-se as salas
a propósito,
do bem,
e da cura.

Todos fiam os raios da lua
tecem as entranhas da noite,
padecem
surdos
aos ouvidos
da gente,
milhares de vezes,
os
grilos,

misteriosamente

consumem

nossas vidas!...

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