segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Adriana Almeida
(meu amor)

Meu amor, és tu da mesma carência:
Do favo, - o teu viver escoa e te aflora;
Do mel, - minha alma assim namora,
Os mil anjos, do céu da tua essência!...

Foi-se pasmando a primazia,
Deste pego rio, - violeta formosa;
Neste afeto grato, - a proa mimosa
Coloriu a brisa, e sorveu a harmonia!

E mesmo assim, se consume
A vida, este comboio crepuscular;
Onde a nascença rude, de um lar,
Constrói nos arroubos que lhe assume!

E como viestes tão de repente
Pousar a pétala inesperada?
Se não sabias que a desejada,
Implorava-te bem erguida e demente?

Porque não havia alcançado clamor,
Rogo-te, por tanto a quem,
De mais afago a ti, meu bem,
Feito a chama, a delirá de amor!...

Meu amor, és tu da mesma carência:
Do favo, - o teu viver escoa e te aflora;
Do mel, - minha alma assim namora,
Os mil anjos, do céu da tua essência!...

16 de maio de 2010.


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