Aurora
Orla revestida de fibras tensas,
Seiva bruta, coral de lírios postos;
Derramai estas cinzas imensas,
Ao melânico pó, dentre os mortos!
Ó puro ar de incensos calmos!
Que dose a mil, meu hálito singular;
Em todo o vão, busco alvos
Em cada chão, não encontro lugar.
Movem-se os derradeiros andares!
Rebenta-se a única partida,
Escurece a noite nos altares,
E passo a passo, deixo esta vida...
17 de junho de 2009.
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